Pressupostos metafísicos e teológicos para compreensão do Ser
DOI:
https://doi.org/10.46859/PUCRio.Acad.TeoP.2763-9762.2022v2n3p57Palavras-chave:
Metafísica, Ser, Deus, RevelaçãoResumo
A pergunta pelo ser perpassa toda a história do pensamento humano e, metafisicamente falando, o Ser enquanto Ser, pode ser nomeado, como diz Aristóteles, Deus. No horizonte escriturístico, o nome de Deus está relacionado à sua ação salvífica, Ele é o Eu Sou que atua na história e faz aliança para com o seu povo. Deus é, então, o Ente supremo cuja essência é o existir que atua na história por amor, visão essa que só pode ser concebida no horizonte revelado, alheio ao pensamento grego. Assim, na revelação do Ser de Deus compreende-se a relação com o Outro, pois ele é único e outro dele mesmo. Nesse sentido, compreende-se que na teologia cristã há uma primazia do outro, objeto da felicidade humana. É, portanto, na relação com o criador que o homem subsiste, relação pessoal que não existe no ser aristotélico e que somente no ser de Deus revelado, se pode afirmar: O ser de Deus é amor.