Sobre a Revista

     A TeoPraxis é um periódico do Departamento de Teologia da PUC-Rio. Ela teve seu início em 2021 e tem periodicidade semestral.
     Tem como missão apoiar os alunos da Graduação em Teologia e em Ciências da Religião no exercício da pesquisa acadêmica, assim como incentivá-los na produção de textos e na sua publicação.
     A publicação da TeoPraxis se dá na forma eletrônica e em acesso aberto (open access). Com a opção de uma política de acesso aberto, a TeoPraxis visa contribuir para a socialização do conhecimento.

Notícias

Edição Atual

v. 1 n. 2 (2021): Revista TeoPraxis
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É com alegria que lançamos a segunda edição da Revista TeoPraxis. Uma Revista que tem como objetivos estimular e promover a publicação de artigos de discentes dos cursos de Graduação em Teologia e Licenciatura em Ciências da Religião, bem como de outras áreas afins. Desse modo, esperamos que esse espaço possa ativar o desejo pela escrita e pela leitura, construir redes de interação entre os autores e autoras, fomentar o compartilhamento de estudos, pesquisas e escritos entre os discentes e graduados.

Agradecemos a colaboração dos autores e autoras dos artigos que participam desta edição. Temos importantes contribuições em seis artigos. Alguns textos são autorais e outros em coautoria, inclusive entre discentes e docentes. Segue uma brevíssima apresentação de cada um deles:

O primeiro artigo, intitulado A presença mística de Cristo na assembleia litúrgica: Ele está no meio de nós, é de autoria de Marta Chiara. A autora, a partir de uma inquietação pastoral, deseja contribuir para o despertar de uma nova mentalidade na vivência celebrativa da liturgia. Para esse fim, o seu desenvolvimento segue o caminho apontado pelo Concílio Vaticano II, no seu retorno às fontes da Revelação, às fontes bíblica e patrística. Na primeira seção, a liturgia é abordada a partir do Concílio Vaticano II e do seu retorno às fontes da Revelação. Na seção seguinte, é destacada a etimologia da palavra liturgia e seu sentindo teológico e, por fim, na última seção, a liturgia é apresentada à luz da economia da salvação, com ênfase “no tempo da promessa”, “no tempo do cumprimento” e “no tempo da extensão”. A autora conclui afirmando que “a liturgia é a passagem do Ressuscitado na história, no tempo de cada existência humana” e que “todas as vezes que o cristão dela participa, deixando-se tocar pelo Mistério celebrado, Cristo atualiza nele individualmente, e no corpo eclesial a obra da Redenção”.

O nosso segundo artigo, de autoria de Hugo dos Santos Nascimento, aborda o tema O sacerdócio de Cristo e o sacerdócio da Igreja. O autor, a partir da compreensão de que “o sacerdócio é o verdadeiro dom de Deus à humanidade; dom esse dado à Igreja como participação no sacerdócio do próprio Cristo”, procura responder às seguintes questões: o que vem a ser esse sacerdócio? Qual a sua origem? Qual é a sua realização? Todos participam desse sacerdócio do mesmo modo? Para esse fim, na primeira seção do texto são abordadas as raízes da compreensão sobre o sacerdócio no Antigo Testamento. Em seguida, na segunda seção, são apresentados o significado e a importância do sacerdócio de Cristo no Novo Testamento para compreender o sentido de se poder dizer que a Igreja, corpo de Cristo, é também sacerdotal.  Por último, apresenta uma análise sobre a origem e natureza do sacerdócio ministerial e em que este se difere do sacerdócio comum dos fiéis. O autor chega à conclusão de que o “sacerdócio ministerial se diferencia do sacerdócio comum dos fiéis, mas, ao mesmo tempo, não se opõe ao sacerdócio comum, pois um está ordenado para o outro” e que o “sacerdócio ministerial e o sacerdócio comum são dons dados por Deus à Igreja para a sua santificação e para a perpetuação da sua presença no mundo”.

O terceiro artigo, intitulado O Espírito da Liturgia: uma aproximação filosófica Ratzingeriana, é de autoria de Telmo Olímpio. Nele são destacadas as considerações de Ratzinger para a Liturgia, em especial, em seu aspecto filosófico. O texto é desenvolvido a partir da influência que teve uma das obras de Romano Guardini para o pensamento do teólogo alemão, em sua obra Introdução ao Espírito da Liturgia. Segundo o autor, “tanto Ratzinger quanto Guardini buscam, no essencial, a apreensão da correta prática da fé por meio da expressão litúrgica”. Na primeira seção do artigo, apresenta-se espírito litúrgico, a partir de Guardini e, em seguida, realiza-se a aproximação filosófica segundo a percepção ratzingeriana. Na última seção, são apresentados os quatro elementos sobre a substância litúrgica destacados no pensamento ratzingeriano, a saber: o teológico; o antropológico; o mistagógico; e o cósmico. O autor conclui seu artigo evidenciando a contribuição da reflexão filosófica litúrgica realizada por Ratzinger para a compreensão de que a “liturgia, como ato ritual de prestar culto à divindade, é um fenômeno humano comum a todas as civilizações” e, como traço da “expressão religiosa e cultural, pode e deve ser refletido filosoficamente e não somente como objeto de estudo da teologia”.

O quarto artigo, intitulado Jesus Pastor. A figura do bom pastor de Jo 10,11-15 e sua relação com o pastor de Zc 13,7-9, é de autoria da Profa. Dra. Maria de Lourdes Corrêa Lima e do graduando Gilliard Gomes Viana.  A partir da afirmação do estudioso do Quarto Evangelho, R. Schnackenburg, em que diz que o texto de Zc 13,7 está por trás do texto do discurso sobre o ‘bom pastor’ de Jo 10, os autores realizam uma análise exegética dos textos envolvidos para averiguar a coerência dessa afirmação. Para tal verificação, na primeira seção são apresentados os aspectos mais relevantes do texto de Zc 13,7-9. Na seção seguinte é realizado um estudo do texto de Jo 10, 11-15, em que são analisados os dados de maior relevo em vista de verificar uma possível relação intertextual. Na última seção, é apresentado o confronto entre os dois textos em seus aspectos exegéticos e teológicos para saber se é plausível considerar Zc 13,7-9 como horizonte para compreender Jo 10,11-15. Por fim, a partir do estudo realizado, os autores levantam algumas questões e concluem que há, sim, coerência na afirmação do estudioso R. Schnackenbur.

Com o título, Juventude e Discernimento Vocacional: o encontro pessoal com Cristo como princípio e fundamento da vida feliz, o nosso quinto artigo é de autoria de Gilmar Antônio Aguiar. Nele, a abordagem realizada pelo autor parte da compreensão de que a “realização pessoal implica a opção fundamental da pessoa, no que deseja ser e fazer na vida e para a vida”. E, nesse sentido, ele desenvolve o seu artigo em três seções. Na primeira seção, é apresentada uma visão panorâmica da juventude e novas gerações, uma abordagem desde o seu contexto até a descoberta do sentido de sua vida. Na segunda seção, o destaque é para a importância do discernimento e do acompanhamento espiritual, para o crescimento humano e a capacidade de viver segundo um projeto de vida. Por fim, na última seção, o autor aborda o ponto central de sua reflexão, quando apresenta o “encontro pessoal com Cristo como momento fundamental na vida de qualquer pessoa, em especial para o jovem que se sente vocacionado à vida religiosa consagrada”.

Chegamos ao nosso último artigo, intitulado Leitura winnicottiana aplicada à vida do ministro ordenado: o estado tranquilo, o silêncio, a arte de ficar só e a ideia do superior suficientemente bom no processo de amadurecimento pessoal para a atividade missionária. Nele, os autores Prof. Dr. Jairo de Jesus Menezes e o graduado Sergio Esteban González Martínez empregam as teorias do pediatra e psicanalista inglês, Donald Winnicott, à realidade eclesial, em especial, aos desafios enfrentados pelos ministros ordenados diocesanos e religiosos em sua formação humana e na atuação de seu ministério. Para tanto, na primeira seção, apresenta-se a introdução ao pensamento winnocottiano, em seguida, destaca-se a importância de “ficar só” numa leitura winnicottiana aplicada à vida do ministro ordenado e, por último, na terceira seção, sinaliza-se a necessidade de um ambiente facilitador para o processo de amadurecimento integral da pessoa humana. Os autores concluem afirmando que “retomar a teoria winnicottiana pode ajudar o ministro ordenado na missão da Igreja, no diálogo social, na construção de uma sociedade mais tolerável e na integração do ‘eu-missão’ em harmonia com o pontificado do Papa Francisco”.

Ante o exposto, provocados e provocadas pela busca do conhecimento e do aprofundamento de pertinentes temas, recomendamos que seja muito bem aproveita a leitura desta segunda edição da Revista TeoPraxis. Compartilhe o link da nossa Revista com seus amigos e amigas para que mais pessoas possam encontrar nesse espaço a interação de que precisam para os seus estudos, pesquisas e produções. Por fim, queremos incentivá-lo e incentivá-la para que também colabore conosco, fazendo a submissão do seu artigo para a próxima edição.

Até lá!

Francilaide Queiroz Ronsi
Editora Chefe da Revista TeoPraxis

Publicado: 2021-12-30
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